domingo, 19 de julho de 2009
Lembrando Mario Quintana
sábado, 18 de julho de 2009
Acredite !
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Fabula do abridor de latas
Post(0024) NG – Julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O milho a Pipoca e o Piruá
Imagine o milho de pipoca dentro da panela, que vai ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou. Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, não imagina destino diferente. Não imagina a transformação que está porvir. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
PUM! – e aparece uma outra coisa completamente diferente que ele mesmo nunca havia sonhado, vira Pipoca.
– A transformação do milho duro em pipoca macia é o símbolo da grande transformação pela qual devemos passar para que venhamos a ser o que devemos ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele é o que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
As grandes transformações só acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira, uma mesmice e uma dureza assombrosa, achado que o seu jeito de ser é o melhor.
De repente, vem o fogo. A vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: Pode ser fogo de fora: perder um amor, ficar doente, perder o emprego ,… Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, …
– Há sempre um remédio, apagar o fogo, sem fogo o sofrimento diminui. Transformando-nos em um Piruá.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa estourar. São os que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Acham que não pode existir coisa melhor que seu jeito de ser. A sua presunção e o medo é a dura casca que não estoura. Seu destino é ficar duro à vida inteira, sem se transformar na flor branca, macia e dar alegria para alguém.
– Terminado o estouro alegre das pipocas, no fundo da panela ficam os Piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Texto de Rubem Alves – Do livro “O Amor que acende a lua” – Adaptado
Post(0023) NG – 16 de julho 2009
domingo, 5 de julho de 2009
O sentido da vida
As sandálias do discípulo faziam barulho nos degraus da escada que levava aos porões do velho mosteiro. Lá vivia um homem muito sábio. O jovem empurrou a pesada porta, entrou demorando um pouco para acostumar-se com a pouca luminosidade. Finalmente, ele localizou o ancião sentado tendo um capuz a lhe cobrir parte do rosto, fazendo anotações num grande livro.
– Mestre, qual o sentido da vida? Perguntou aproximando-se.
O monge permaneceu em silêncio. Apenas apontou para um pedaço de pano no chão junto à parede abaixo da estante e depois para o alto.
Mais do que depressa, o discípulo pegou o pano, subiu algumas prateleiras da estante de livros. Alcançou a vidraça logo acima e retirou a sujeira que impedia sua transparência. O sol inundou a sala, cheia de estranhos objetos, instrumentos e pergaminhos com misteriosas anotações. Cheio de alegria, o jovem disse:
– Entendi, Mestre. Devemos nos livrar de tudo aquilo que não permita o nosso aprendizado. Retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja. Só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez. E retirou-se.
O velho monge, sentindo os raios quentes do sol a invadir a sala com uma claridade a que se desacostumara. Viu o discípulo se afastando, sorriu e finalmente falou:
– Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga. Afinal, eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.
Post(0022) NG – Julho 2009
sábado, 4 de julho de 2009
É preciso saber viver
“Quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou viver na solidão.
É preciso ter cuidado para mais tarde não sofrer;
Toda pedra no caminho você pode retirar;
Numa flor que tem espinhos você pode se arranhar;
Se o bem e o mau existem, você pode escolher;
É preciso saber viver …
É preciso saber viver …”
Composição de Erasmo Carlos e Roberto Carlos – Nos idos tempos da Jovem Guarda nos anos 70.
Post(0021) NG – Julho 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Um plano genial
Joaquim estava desempregado e lutava com dificuldades. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, inexperiente que também estava no desvio, porém, defendia-se como um autêntico leão.
O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça, aos quais sempre se safava das aperturas diárias com que o destino o torturava.
Naquele dia, o seu “grude” já estava garantido. Recebera convite para um banquete de um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.
À hora marcada, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de entrar, diz a seu filho faminto:
– Fica firme aqui na porta, porque preciso dar um jeito de que tu também tomes parte no festim.
Já estavam todos os convidados sentados nos lugares, na grande mesa quando, Joaquim levanta-se e exclama:
– Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário, tomo a liberdade de benzer a mesa – Em nome do Padre e do Espírito Santo!
– E o filho? – perguntou-lhe um dos convidados.
– Está na porta – responde prontamente. E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:
– Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?
Texto extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé” (Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly) – Rio de Janeiro, 1985.
Post(0020) NG – Julho 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Deus e o Diabo
A dualidade destas entidades já foi discutida até a exaustão, nas não custa nada acrescentar um pouco mais de lenha nesta fogueira.
Um dia destes ouvi durante um cafezinho o seguinte comentário:
– “Deus esta em toda a parte, mas o Diabo está nos detalhes.”
O que pensando bem não deixa de ser um pouco verdade.
– Portanto fique atento aos detalhes, ai é que mora o perigo!
Post(0019) NG – Junho 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Conversa ao pé do ouvido
– O homem é um ser aperfeiçoável, caráter não é destino, não há ninguém que não possa ser recuperado pela razão – e um bom papo.
– É preciso acreditar que o bom que há nas pessoas só não se manifesta em todos porque nem todos encontram nos outros tolerância e a disposição de lhes dar uma última chance, e depois outra última chance e depois outra, e outra…
Eu encontrei este texto no fundo do baú, é do tempo da máquina de escrever, e foi publicada em um jornal de Porto Alegre por Luiz Fernando Veríssimo em 16 de outubro de 1986.
Post(0018) NG – Julho 2009








