quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A ponte

 

Post (0094)

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por um total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramenta de carpinteiro na mão.
– Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
– Sim, disse o fazendeiro. Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.

-Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando chegou, não acreditou no que viu: Em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
– Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam por aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel. O irmão mais novo então falou:
– Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que aconteceu entre nós.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho pegou sua caixa de ferramentas.

-Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
– Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes. O que você está esperando? Comece agora!

Autor desconhecido – NG Canela – Novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O mau comportamento

 

Post (0093)

Falta de educação no relacionamento profissional gera custos elevados para as empresas, afeta clientes, colegas e a comunidade.

-A falta de educação e de polidez faz com que as pessoas se sintam mal e as repercussões são diretas no relacionamento com os clientes e colegas de trabalho. Afeta a qualidade do produto e o relacionamento com fornecedores e a imagem da empresa.

– O relacionamento interno é extremamente importante para que os demais possam fluir. – Existem chefes rudes, que expõem suas ideias por meio de grosserias aos subordinados, gerando resmungos e cara feia. Existem ainda os atritos entre colegas. Criando um clima de tensão e mal-estar, atrapalhando a execução das atividades e resultando em insatisfação na equipe.

– E quanto aos clientes e fornecedores, extremos vitais para a empresa? São eles que sustentam a organização, o atendimento bem feito, com educação, polidez e cortesia, garantem o sucesso formando uma parceria sólida e duradoura.

– Quando um fornecedor é tratado mal, tenta se esquivar em oportunidades futuras, criando barreiras para não atender as solicitações de quem lhe foi rude. Gerando um custo enorme para a empresa.

– Como podemos mapear e melhorar esse mau comportamento?

Uma idéia são os treinamentos em grupo. Num primeiro momento, precisaremos identificar que queremos melhorar. Saber o que é falta de civilidade e de educação. Depois, colocar aquilo que se espera. Quando esses comportamentos estiverem em forma de “manual de bom comportamento”, é preciso disseminá-los para todos os níveis, deixando claro o que é esperado, sem exceção. Todos, incluindo a diretoria, devem estar igualmente envolvidos. Caso contrário, a iniciativa pode cair em descrédito.

– Para manter o bom relacionamento, é importante separar o “o joio do trigo”. Por mais que se goste de uma pessoa, quando ela tem um comportamento que não é adequado é preciso falar abertamente sobre os pontos que precisam ser melhorados, mostrando os benefícios que a mudança pode gerar. Temos que desmistificar a idéia de que “se eu falar algo ele ficará contra mim”.

Então, para conseguirmos eliminar o custo do mau comportamento, é preciso treinar, comunicar o que se espera, mostrando a importância de ser educado e cortês, e os benefícios que isto traz para a vida. O sucesso da empresa cabe a todos!

Texto de Brian Lipczynski Martins – NG Canela – Novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A máquina de escrever

 Post (0092)+Vídeo

– Acreditem em já existiu um equipamento chamado “Máquina de escrever”

– É bom a gente não falar muito disto, pois se, vão nos chamar de velhos, nascidos na era APC (Antes do PC).
– Naquela época para conseguirmos um emprego, tinha-se que aprender datilografia (Era como chamavam a digitalização) em uma máquina de escrever.

– Existia ali no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre em uma sala nos fundos de um corredor de um prédio que já foi demolido, uma porta com a parte superior em vidro, onde se lia “Escola de datilografia do professor Deoclides – Matriculas abertas”.

– Ao adentrar-se, deparava-se com uma sala um pouco escura, onde sobre as mesas estavam às maravilhosas e modernas “Maquinas de escrever”, pretas, com teclados de madrepérola e alavancas cromadas.
– Ao fundo a mesa do professor Deoclides, atulhada de papéis, e ele seus alunos sobre as lentes bifocais do óculos de aro de tartaruga.
– Sobre cada mesa pendia do teto alto uma lâmpada incandescente em um plafon aloçado…
– Tinha-mos que ficar teclando até encher uma página de “QWERTY QWERTY QWERTY QWERTY ” os dedos ficavam duros, na outra aula: “ASDFGH ASDFGH ASDFGH ASDFGH” e assim até decorar o teclado inteiro e passar para formar palavras.

– Mas o mais incrível era que o professor insistia que cada letra tinha que ser com um dedo diferente, tinha-se que usar todos os dedos da mão, e mais, as letras do lado esquerdo do teclado tinham que ser tecladas com os dedos da mão esquerda e as da direita com os da mão direita, pasmem!
– Nem o dedão escapava, era dele o travessão, aquela tecla maior que fica em abaixo das pequenas.
– E os acentos, puxa não quero nem lembrar.
– Só para maltratar as máquinas de escrever não tinham teclado numérico.
– E o fim da linha, era um deus nos acuda. Se agente não se desse conta ou não ouvisse a campainha que tocava “automaticamente” para avisar que a linha estava chegando ao fim, a última letra ficava rebatida, inteligível, um verdadeiro borrão ou a máquina trancava.
– E mais, não tinha retrocesso (Back Space), escrito errado ficava errado. Oh Deus!
– Para nova linha, acionava-se uma alavanca, que movia o rolo na parte superior onde estava o papel, esta mesma alavanca servia para o retrocesso, ou seja, posicionar o papel no inicio da nova linha (Enter do PC,).
– Verificador ortográfico nem pensar, tinha-se que ter conhecimento de linguagem.
– Naquela época fazia um grande sucesso uma máquina fabricada na França, que vinha com uma tecla que era literalmente um borrão, muito útil quando se tinha dúvida se a palavra era escrita com s, z ou x, a gente tacava o borrão e a culpa era atribuída à máquina…
– Hoje é muito mais fácil, com os dois dedos indicadores fazemos tudo e se errarmos é só voltar e reescrever.

– Veja você, tínhamos que pensar e prestar muita atenção ao que estávamos fazendo, pois se errássemos tínhamos que começar tudo novamente, e isto de certa forma ajudou em nossa formação para a vida como um todo.
Texto de N.Geraldi, devidamente datilografado – NG Canela – Novembro de 2010
>> Vídeo com Jerry Lewis:
>>Veja como uma máquina de escrever era fabricada: