segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A tese do coelho

 

Post (0064)

Num lindo e ensolarado dia, o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, concentrado.
Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. Ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
– Coelhinho, o que você está fazendo aí tão concentrado? Perguntou.
– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar olhos do trabalho.
– Humm .. . E qual é o tema da sua tese?
– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais de animais como as raposas.
A raposa fica indignada:
– Ora! Isso é ridículo! Nós é que as raposas é que somos os predadores dos coelhos!
– Absolutamente! Venha comigo a minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois se ouve alguns ruídos indecifráveis, alguns grunhidos e depois silêncio. Sem seguida o coelho volta, sozinho, e retoma os trabalhos da sua tese, como se nada tivesse acontecido…
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. Resolve saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
– Oi, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?
– Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais, inclusive dos lobos.
O lobo não se contém e farfalha de risos com a petulância do coelho.
– Ah, ah, ah, ah!! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…
– Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me a minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte e desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois se ouve uivos desesperados, ruídos de mastigação e… Silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta à redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido…
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos e pelancas de diversas ex-raposas e restos daquilo que um dia foram lobos. Ao lado da pilha de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes.

Moral de história:
– Não importa quão absurdo é o tema de sua tese. Não importa não tem o mínimo fundamento científico. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria. Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos… O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR…

Texto de um autor desconhecido.
Uma fábula que ensina uma importante lição sobre a mentalidade acadêmica atual.
NG Canela – Janeiro 2009

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Refleções para 2010

 

Post (0063)

– Não destrua teus valores comparando-os com os dos outros.

– É por sermos diferentes uns dos outros que cada um de nós é especial.
– Não estabeleça teus objetivos por aquilo que os outros consideram importante, somente tu sabes o que é melhor para ti.
– Não considere como garantidas as coisas que estão perto do teu coração, dê atenção a elas como à sua vida, pois sem elas esta não tem sentido.
– Não deixe a vida escorregar pelos dedos, vivendo no passado ou só voltada para o futuro, viva agora.
– Uma coisa só termina realmente no momento em que tu deixas de tentar. Não tenhas medo de admitir que tu sejas “menos que perfeito”, é este o tênue fio que nos liga uns aos outros.
– Não tenhas medo de correr riscos, é assim que aprendemos a ser valentes.
– Não exclua o amor de sua vida dizendo que ele é impossível de ser mantido, cuide-o bem para não perde-lo.
– Não desprezes teus sonhos, pois sem eles é viver sem esperança e sem esperança é viver sem objetivo.
– Não corras pela vida, a pressa pode fazê-lo esquecer não só onde tu estiveste, mas também para onde tu tens que ir.
– A vida não é uma competição, mas uma jornada e os passos do caminho devem ser saboreados, saboreie-os todos neste ano que esta iniciando como todos os que ainda lhe restam nesta vida.
Feliz jornada de 2010.
Este artigo li no Jornal de Canela, coluna do Webinha, dito de autor desconhecido 
NG Canela – Janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Enquete

 

AlimentosPost (0062)

– Um departamento da ONU, não sei qual, resolveu fazer uma enquete sobre a distribuição de alimentos no mundo, para tanto formulou a seguinte pergunta, que enviou para os dirigentes dos países membros:

– Respondam, por favor, com honestidade:
– Dando a sua opinião com respeito à escassez de alimentos no restante do mundo.

A pesquisa foi um fracasso…

A maioria dos dirigentes não se deu ao trabalho de responder.

Os argentinos pôs sua vez estranharam a expressão, por favor,
e os Cubanos a palavra opinião em desuso na sua ilha;

Os povos árabes disseram que não dão nada;

Os bolivianos não entenderam o que é respeito;

Já os Europeus responderam desconhecer o termo escassez e
os africanos o que são alimentos;

Os Americanos do norte responderam perguntando o que seria resto do mundo? ;

E finalmente os brasileiros abriram uma CPI para discutir esta tal de honestidade.

Fonte: Esta foi publicada em um jornal local – NG Canela – Janeiro 2010

Divirta-se sendo o mundo

 

Post (0061)

Esta é uma tradução da carta atribuída a um menino chamado Andrew, de oito anos.

“- Boa noite, Deus”.
“- Espero que você esteja se divertindo, depois de ter resolvido transformar-se em Mundo, pois minha mãe diz que tudo que vemos é parte de você. Eu gosto muito de suas brincadeiras, como a de ter feito chover na semana passada, para que as plantas e as árvores pudessem continuar existindo”.
“- Deus, estou feliz por ter que sobreviver em cima de você. Você tem umas ideias incríveis, como, por exemplo, fazer cair as folhas no final do verão: é genial, e faz com que a gente entenda que as coisas mudam”.
“- Eu gosto de senti-lo em todas as partes da Terra. Eu gosto de caminhar por seus braços e pernas. Por isso, espero que esteja se divertindo, transformado em mundo”.

Publicada no jornal “A Ponte do Arco Íris”, de West Sedona (EUA):
NG Canela – Janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Use-se

 

martha-medeiros-4Post (0060)

No que se referem os adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente.
Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem termos assinado procuração.
E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.
Se for este o caso, seguem-se sugestões para usar a si mesmo:
– Comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir.

Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer. Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição.
Dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.

Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui.
Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o.
Use sua voz: – Marque entrevistas.
Use sua simpatia: – Convença os outros.
Use seus neurônios: – Para todo o resto.

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, oras bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou “apenas” 13 anos. Não enviúve de si mesmo, ninguém morreu.

Use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas.
A memória e a emoção vêm muito do olho.
Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo.

Suas pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser…martha-medeiros-1
Sua boca pra sorrir…
Sua barriga para gerar filhos…
Seus seios para amamentar…
Seus braços para trabalhar… Sua alma para preencher-se…
Seu cérebro para não morrer em vida.
Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará.

Texto original de Martha Medeiros – Resumido – NG Canela – Janeiro de 2010