terça-feira, 27 de julho de 2010

Hoje

 

Post (0080)

– Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

– É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

– Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

– Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

– Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

– Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

– Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

– Posso lamentar decepções com amigos e conhecidos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

– Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

– O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Extraído de um texto de Tom Coelho – NG Canela – Julho 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

As lições do prisioneiro da sela 46664

 

Post (0079)

– Há 20 anos, o advogado e prisioneiro Nelson Mandela enfim era solto, tornando-se depois um dos presidentes eleitos mais respeitados do planeta.

– Aos 91 anos, sua história pode ser vista em inúmeros livros, bem como no recente “Invictus”, filme de Clint Eastwood.

– Aqui segue uma lista de dez mandamentos inspirados na vida e obra deste vencedor do Nobel da Paz que jamais fugiu de uma luta.

1 – Para Mandela, o exercício físico não traz somente saúde para o corpo, mas especialmente paz para a mente;

2– “Ao encarar torcidas e multidões contra, ouça somente os aplausos. Jamais reaja com raiva e grosserias”;

3 – “Aprendi que coragem não é a ausência de medo, e sim o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que jamais sente temos, e sim o que vence seu medo”, escreveu o líder;

4 – “Aproveite os momentos de reclusão forçada para estudar. Olhe para dentro de você e escreva metas que você deseja para si e para seu futuro”.

5 – “Creia na força das palavras. Elas podem ser um instrumento vital de motivação antes e durante uma luta”;

6 – “Sonhe com a vitória, mas trabalhe muito por ela”;

7 – “Trabalhar em conjunto com o inimigo é mais produtivo que simplesmente odiá-lo. Treine o perdão no dia-a-dia, e assim perca um rival e ganhe um parceiro de batalha”;

8 – “A glória maior de se viver não consiste em jamais cair, e sim em levantar a cada queda”;

9 – “Todo e qualquer homem que tentar roubar a minha dignidade vai ser derrotado”;

10 – “Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma combinação formidável” (Nelson Mandela).

Texto de Duda Vitorelli – Extraído do Informativo de expressão ativa 2010 – NG Canelas – Julho 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O pão e a manteiga

 

Pão com mantega3Post(0078)

Nossa tendência é sempre acreditar na famosa “Lei de Murphy”:  “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”. Eis uma interessante história a respeito:
Um homem tomava relaxadamente seu café da manhã. De repente, o pão onde acabara de passar manteiga caiu no chão.
Qual foi sua surpresa quando, ao olhar para baixo, viu que a parte onde tinha passado a manteiga estava virada para cima! O homem achou que tinha presenciado um milagre: animado, foi conversar com seus amigos sobre o ocorrido – e todos ficaram surpresos, porque o pão, quando cai no solo, sempre fica com a parte da manteiga virada para baixo, sujando tudo.
“Talvez você seja um santo”, disse um. “E está recebendo um sinal Divino”, disse outro.

A história logo correu na pequena aldeia, e todos se puseram a discutir animadamente o ocorrido: como é que, contrariando tudo o que se dizia, o pão daquele homem tinha caído no chão daquela maneira? Como ninguém conseguia encontrar uma resposta adequada, foram procurar um mestre que morava nas redondezas, e contaram a história.

O Mestre pediu uma noite para rezar, refletir, pedir inspiração Divina. No dia seguinte, todos foram até ele, ansiosos pela resposta.

“É uma solução muito simples”, disse o mestre. “Na verdade, o pão caiu no chão exatamente como devia cair; a manteiga é que havia sido passada no lado errado”.

Texto postado originalmente por Paulo Coelho – NG Canela – 16 Julho 2010

– Sempre existe a possibilidade de você estar certo. (NG).

Hoje estou completando 66 anos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Alma livre

 Post (0077)


-A vida em sociedade desfigura nossa fisionomia original.

– Uma das coisas que define um grande homem de outro que apenas se deixa viver é a capacidade de estar além do que os outros pensam dele. – Passamos a maior parte do tempo colocando sob viés analítico atos e pensamentos que não coincidem com os nossos.

– Poucos de nós têm a coragem de se revelar como realmente somos.

– A vida em sociedade desfigura nossa fisionomia original. Acabamos quase sempre reagindo, não obedecendo às motivações de nossa alma. O olhar alheio incomoda, pressupõe um julgamento do que somos ou fazemos.

– A rebeldia em relação ao estabelecido cobra o seu preço.

– Padronizar é a ordem do dia. É com isso que o mercado conta: com a lista dos maiores e melhores e com a nossa preguiça em questionar essas pesquisas que determinam o que todos devem gostar ou repudiar. Acabamos nos acomodando ao senso comum.

– No entanto, a liberdade vai pelo caminho oposto. Manter esse olhar de distanciamento não só no tocante ao que sentimos, mas também ao que nos cerca, é o melhor antídoto para evitar a corrupção dos gostos pessoais.

– As coisas são o que são, sem precisar obedecer aos nossos anseios.

– Ficamos chocados quando os outros agem ou são diferentes de nós. Oprimidos por um eu que afunila e deforma essa visão, dificilmente percebemos que nada mais são do que manifestações de um mesmo desejo, um poema escrito em ordem diversa, mas ainda assim um poema.

– Desfazer-se dessa perspectiva limitadora é como atirar para o alto e para longe todas as ordens de comando que fomos recebendo desde que nascemos.

– Quase nada tem a importância e a gravidade que lhe atribuímos.

– Cada um faz o que pode no limite de sua capacidade.

– A crítica em excesso só destrói.

Sinto um grande cansaço quando me deparo com alguém descontente com tudo e com todos. A época em que vivemos não é melhor e nem pior que tantas outras. O que fazemos é usar ferramentas diferentes, mais sofisticadas para conduzir a nossa vida.

-Gostar exige mais de nós. Exige deixar de lado esse constante falatório que esteriliza as relações.

Texto de Gilmar Marcilio – Jornal Pioneiro de 27.06.2010 – Resumido – NG Canela – Julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Para que servem as palavras

 

Post (0076)

– Para que servem as palavras ? – Servem, para sermos verdadeiros na publicação de nossas ideias. Para sermos honestos, transparentes e éticos. Através delas, damos permissão para o outro conhecer nosso mundo. Mas, se não é isso o que desejamos, servem também para simular, para dissimular, para enganar, para lesar e destruir.

– Alguns vocábulos, quando empregados inadvertidamente, prestam-se a mal-entendidos pelo desconhecimento de sua denotação, de sua etimologia ou do seu significado.Outros que se costumam utilizar grosseiramente como sinônimos, carregam sutis singularidades cuja atenção nos permite maior fidelidade na expressão de nossas ideias e no entendimento das alheias. Prestando-se frequentemente a mal-entendidos.

-Tem a linguagem a serventia de aprimorarmos o espírito, na medida em que nos empenharmos, respeitando e considerando nosso interlocutor, em expressar do modo mais claro possível o que de fato estamos pretendendo dizer. A linguagem clara e precisa é, um sinal de respeito.

– Temos de estar sempre refletindo a respeito de nossas ações e reações, para não ruirmos ao nos julgar, para mais ou para menos, seja caindo nas malhas da nossa vaidade, seja caindo na auto-depreciação – o que vem dar no mesmo – desde que vaidade e modéstia são duas faces de uma mesma moeda.

– Pode-se julgar equivocadamente que a preocupação com a precisão da linguagem seja um preciosismo e que pouca importância prática terá no dia-a-dia. Afinal, de qualquer modo as pessoas não se entendem e os mundos pessoais tornam-se isolados pela falta de comunhão de ideias, pois as ideias precisam da linguagem para ser debatidas, trocadas, recriadas ou simplesmente recusadas. As ideias, por sua vez, alimentam a reflexão que nutre o espírito.

Texto de Jorge Rocha – Resumido, o que lastimo. Tive que cometer esta heresia para poder publicá-lo dentro do espaço do Blog – NG Canela – Julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aventuras de um messias indeciso

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Richard Bach Ilusõespiloto, escritor. Sua obra mais conhecida é “Fernão Capelo Gaivota”.
O livro “Ilusões” é sobre um piloto ambulante que voa em antigo biplano sobre os campos de milho no Centro-Oeste Americano. A ele inesperadamente se juntou nesta viagem solitária a outra pessoa que fazia a mesma coisa, Donald Shimoda. No entanto, rapidamente se torna evidente que há algo de anormal em Shimoda. Seu avião apesar de muito antigo aparece ser novo de fábrica, não tem tecido rasgado, sem manchas de óleo, nem mesmo a palha de passageiros que levam para passear, dentro da aeronave. O encontro não foi um acidente, Donald foi espécie de mentor de Richard. Dele recebeu um pequeno livro: ” Manual do Messias, lembretes para uma alma avançada.” , entorno do qual gira este post.
O que Bach faz é usar a história de um mentor de relacionamentos como um quadro para a apresentação de sua concepção de vida. Em Ilusões, sua premissa é que a própria vida é uma ilusão, que somos seres em realidade espirituais, e não seres de substância material.
É uma leitura alegre que pode ser concluído em uma tarde. O elemento mais profundo do livro é uma pequena parábola contida no prólogo, eis:

“Uma vez havia uma aldeia de criaturas no fundo do leito de um grande rio cristalino…

A corrente do rio passava silenciosamente por cima deles, jovens e velhos, ricos e pobres, bons e maus, a corrente seguindo, o seu caminho, só conhecendo o seu próprio ser cristalino..

Cada criatura, a seu modo, se agarrava fortemente ás plantas e pedras do leito do rio, pois agarrar-se era o seu modo de vida, e resistir à corrente era o que cada um tinha aprendido desde que nascera…

Mas uma das criaturas disse, por fim:

– Estou farto de me agarrar. Embora não possa ver com meus próprios olhos, espero que a corrente saiba para onde está indo…

– Vou soltar-me e deixar que ela me leve para onde quiser. Se me agarrar, morrerei de tédio.

As outras criaturas riram-se e disseram:

– Louco! Se você se soltar, essa corrente que você adora o lançará despedaçado sobre as pedras e a sua morte será mais rápida do que a causada pelo tédio!…

Mas aquele não lhes deu ouvidos e, respirando fundo, soltou-se, e imediatamente foi lançado e despedaçado pela corrente sobre as pedras!

Mas com o tempo, como ele se recusasse a tornar a se agarrar, a corrente o levantou, livrando-o do fundo, e ele não se machucou nem se magoou mais.

E as criaturas mais abaixo no rio, para quem ele era um estranho, exclamaram: Vejam, um milagre! Uma criatura como nós, e, no entanto voa! Vejam, é o Messias que chegou para nos salvar!..

E aquele que foi carregado pela corrente disse:- Não sou mais Messias do que vocês. O rio tem prazer em nos erguer à liberdade, se ousarmos nos soltar. O nosso verdadeiro trabalho é essa viagem, é essa aventura!

No entanto, cada vez exclamavam mais: ‘- Salvador ! , enquanto se agarravam às pedras; quando tornaram a olhar, ele se fora, e eles ficaram sozinhos, inventando lendas sobre um Salvador”.

Do livro Ilusões de Richard Bach – NG-Canela – Julho de 2010