domingo, 3 de outubro de 2010

Significados

 

Post (0091)

– Nada tem significado por si só. Coisas são apenas coisas. Acontecimentos são apenas acontecimentos. Pessoas são apenas pessoas. Seus gestos, olhares e comentários também não passam de gestos, olhares e comentários. Somos nós que atribuímos os significados a tudo isso.
– Algumas pessoas são boas em atribuir significados interessantes a coisas e acontecimentos. Se você conhece pessoas assim, sabe que elas parecem mais felizes. Outras preferem dar significados ruins a coisas, acontecimentos, pessoas, …
– E dessa forma, elas acabam sofrendo e por isto. Vivem estressadas, deprimidas, desanimadas, você conhece esse tipo de gente?
– O fato é que muitos não sabem que têm o poder de escolher o significado das coisas e que podem dar a elas o significado que quiser …
– Que tipo de significado você costuma atribuir a suas ações do dia a dia?
– Se você gosta de fazer alguma atividade, é pelo significado que você atribuiu a ela e se não gosta, também é por causa do significado que você deu a ela.
– Se você diz que lavar o carro é um trabalho de escravo, assim ser, e se você dissesse que lavar o carro é como limpar os sentimentos e pensamentos negativos de sua vida?
– Se você, ao lavar o carro, enquanto a água escorre e leva a sujeira, dissesse que com aquele ato está se libertando de raiva, ressentimento, culpa, etc.?
– Como mudar isso?
– Pense em algo que não tem muita vontade de fazer. Uma caminhada, por exemplo – algo que muita gente sabe que vale a pena, mas não pratica.
– Se você sempre tem desculpas para não fazer a caminhada – porque “não tem tempo”, é porque você deu esse significado à caminhada. Isto é, “a caminhada é uma perda de tempo”. Como você não quer perder tempo, também não vai fazer a caminhada.
– Agora pense: Como seria, se você dissesse que cada passo que dá é um passo em direção a seu objetivo? Cada passo é uma etapa para alcançar seu objetivo. Muda alguma coisa?
– Você poderia dizer, enquanto anda rápido, que está indo rapidamente em direção a seu objetivo ou enquanto anda devagar, apreciando as paisagens, poderia dizer que enquanto caminha, aprecia e aproveita cada momento de sua vida.
– O que você acha dessa forma de pensar sobre suas atividades do dia-a-dia?
– O que mudaria em sua vida, se começasse a fazer disso um hábito?
Texto de Mizuji Kajii, engenheiro e master practictioner, consultor em desenvolvimento pessoal, especialista em PNL, EFT, coaching, … 

Resumido – NG Canela – Outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

O cavalo no poço

 Post (0090)

– Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos seus cavalos havia caído num velho poço abandonado. O fazendeiro foi rapidamente ao local do acidente, avaliou a situação, certificando-se de que o animal não se machucara, mas pela dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.
– Tomou então a difícil decisão:
– Determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo ali mesmo. E assim foi feito, os empregados, comandados pelo capataz começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.
– Mas à medida que a terra caía em seu dorso, o animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.
– Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que enfim, conseguiu sair.
– Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao dono da fazenda.

Conclusão:

Se você estiver “lá embaixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, já certo de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se desse cavalo.
– Não aceite a terra que cai sobre você…
– Sacuda-a e suba sobre ela.
– E, quanto mais terra, mais você vai subindo…e aprendendo a sair do buraco…
– Pense nisso!

Texto de Lúcia Medeiros, exposto no Shopping Center de Recife em 14/11/1999 -NG Canela – Fevereiro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Obesidade mental

 

Obesidade mentalPost (0089)

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polêmico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão criando problemas tão ou mais sérios que esses.
Segundo o autor, a nossa sociedade está mais atulhada de preconceitos do que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.

Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e produtores cinematográficos.
Os telejornais e telenovelas são os hamburguês do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.
O problema central estaria na família e ou na escola?
Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma alimentação intelectual tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.
Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado “Os Abutres”, afirma:
O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.
Os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante.
Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.
O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas poucos sabem quem foi Kennedy.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma idade das trevas ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos, o mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos, precisa sobretudo de dieta mental.

Texto de João César das Neves – NG Canela – Outubro 2010