quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sindrome da vitima

 

Post (0146)

Responsabilidade… Um dos valores mais respeitados dentro de uma sociedade, que pode ser vista como sinônimo de seriedade, de caráter, de hombridade. Encontra-se naquelas pessoas que cumprem seus deveres, ou melhor, naquelas que não fazem mais que sua OBRIGAÇÃO.
Mas é irônico, o modo como pode ser valorizada e igualmente nociva para uma mesma sociedade. Um bom exemplo disso inclui aquelas pessoas que não assumem seus atos – pessoas de nível baixo ou zero de responsabilidade – que indicam possíveis culpados e transferem descaradamente a responsabilidade para outros que nada tem a ver com a história. Assim, possuem diversas justificativas na ponta da língua: “Não é comigo”, “Eu fiz a minha parte”, “O problema são os outros”,” A culpa é do governo”, “Não há nada que eu possa fazer”… Essas e outras frases são típicas de quem não assume e sequer entende o conceito.
Mas é como a questão do respeito, depende de vários fatores: Cultura familiar, relacionamentos e influência de pais e amigos. Embora não seja difícil identificar as causas, considero a “Síndrome da vítima” o principal deles. Omitir-se, fazer-se de vítima, transferir a culpa, são armas de defesa daqueles que, sequer, tem valores. Estes, preferem se sentir insignificantes, dissimular, zoar, encontrar alguém para culpar em vez de exercitar a capacidade de assumir o controle sobre si mesmo e sobre suas ações.
No final da história, a culpa é da sociedade, do pedestre atropelado, do paciente inconformado, do leitor mal-informado, do infeliz desavisado… A culpa só não é do culpado.
Concluo que convém:
… Jamais esquivar-se da parte que lhe cabe do mundo, pois assumir responsabilidade e aprender com os erros é coisa para gente evoluída, capaz de dar a volta por cima e disposta a aprender que os erros são parte do crescimento pessoal…

Texto de Carolina Geraldi – NG Canela – Janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Promessas para 2012

 

Post (0145)
– A cada ano que se inicia prometemos e fazemos juras de grandes mudanças, e isto se repete desde que nos conhecemos como gente. Desde que éramos crianças e os adultos assim nos orientavam. Mas dificilmente conseguimos levar a intento estas promessas. Coisas novas foram acontecendo, é verdade, à medida que passavam os anos, independente de nossa vontade, outras, em função do trabalho, esforço e muita dedicação. Muitas vezes relutamos em aceitar e rejeitamos as mudanças que a primeira vista não nos são cômodas.
– A propósito disto, cito um texto de Isaac Asimov em “Os Robôs, os computadores e o medo”.
“- Por que essa atitude refratária a mudanças? Simplesmente pelo medo que se tem do processo de reeducação! As pessoas adultas gastam infinidades de horas para se habituar com polegadas e milhas, com os vinte e oito dias de fevereiro, com letras que não pronunciam, em night e debt, por exemplo, com exercícios de datilografia e sabe Deus mais o quê. Introduzir algo completamente inédito implica recomeçar tudo de novo, voltar a estaca zero da ignorância e correr o velho risco, tão conhecido de possíveis fracassos. As crianças enfrentariam as modificações, sem problemas – nem perceberiam, aliás, que estavam passando por elas – mas ninguém lhes dá oportunidade…”

NG Canela – Janeiro de 2012