sábado, 21 de dezembro de 2024

A força da natureza

 

 

A força da natureza é uma das mais poderosas e impressionantes que existem. Ela demonstra seu poder em eventos como tempestades, inundações, terremotos, erupções vulcânicas e furacões, lembrando-nos constantemente de nossa fragilidade diante dela. Apesar de todos os avanços tecnológicos e científicas humanidade ainda é incapaz de controlar ou prever completamente esses fenômenos naturais.

A natureza também tem uma incrível capacidade de regeneração e adaptação. Após desastres naturais, áreas devastadas muitas vezes voltam a florescer com uma força renovada. Florestas queimadas por incêndios renascem, e regiões inundadas recuperam sua biodiversidade. Este ciclo de destruição e renovação mostra a resiliência do nosso planeta.

Além de sua capacidade destrutiva, a natureza proporciona recursos indispensáveis para a vida, como água, ar e alimento. Ela sustenta a diversidade de formas de vida, incluindo a humana. No entanto, é essencial que respeitemos e preservemos esses recursos, reconhecendo nossa interdependência com o ambiente natural.

Em última análise, a força da natureza prevalece, lembrando-nos de nossa posição no mundo. Somos parte de um sistema maior e mais complexo, onde a natureza dita as regras.

Respeitar essa força e aprender a viver em harmonia com ela é fundamental para nossa sobrevivência e bem-estar futuro.

Este texto tem como finalidade lembrar que apezar da natureza estar contra nós, povo do Rio Grande do Sul, asolado por inundações, vamos enfrentá-la com respeito, gabardia e coragem.

Post(0357) NG- Dezembro de 2024

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Instantes

 

Se eu pudesse viver minha vida novamente.

Da próxima vez, tentaria cometer mais erros.
Eu não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Eu seria mais burro do que tenho sido; na verdade, levaria muito poucas coisas a sério. Seria menos higiênico.

Eu correria mais riscos. Faria mais viagens, contemplaria mais pores do sol, resescalaria mais montanhas, nadaria em mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca estive, tomaria mais sorvete e comeria menos feijão, teria mais problemas reais e menos imaginários.

Fui uma daquelas pessoas que viveu cada minuto de minha vida de maneira sensata e prolífica; é claro que tive momentos de alegria. Mas se eu pudesse voltar atrás, tentaria passar apenas bons momentos.

Caso você não saiba, é disso que a vida é feita, apenas momentos; Não perca o presente.

Eu era um daqueles que nunca ia a lugar nenhum sem um termômetro, bolsa de água quente, guarda-chuva ou pára-quedas; Se eu pudesse viver de novo, viajaria com mais leveza.

Se eu pudesse viver de novo, começaria a andar descalço no início da primavera e continuaria assim até o final do outono.
Daria mais passeios no carrossel, contemplaria mais amanheceres e brincaria com meus filhos, se eu tivesse a vida pela frente novamente.

“Mas veja, tenho 85 anos e sei que estou chegando no final de minha viagem.”

Por Jorge Luis Borges, um escritor argentino.

Post(0356) NG- Dezembro de 2024

domingo, 15 de dezembro de 2024

Não fique parado, aja

 

Após assumir 100% de responsabilidade, conhecer nosso propósito, decidir o que realmente desejamos, estabelecer nossas metas e visualizar nossos objetivos está na hora de começarmos a agir.

A experiência tem mostrado que os homens e mulheres de sucesso são aqueles que agem, não ficam parados pensando no que devem fazer, o universo recompensa aqueles que agem. Agir é correr riscos, encontrar alternativas, novas soluções, aprender com nossos erros, ficar parado não leva a lugar nenhum.

Adiar uma tarefa pode ser muito mais oneroso e estressante do que tomar uma ação que talvez não seja a melhor, mas que podemos mais tarde corrigir.
Ao agir, você está mais perto de chegar aonde deseja. Você deixa aqueles ao seu redor saberem que você é sério em sua intenção. Pessoas com objetivos semelhantes se alinham com você. Você começa a aprender coisas com sua experiência que não podem ser aprendidas ouvindo os outros ou lendo livros. Você começa a receber feedback sobre como fazê-lo melhor, com mais eficiência e mais rapidamente. Coisas que antes pareciam difíceis começam a ser mais fáceis.

Todos os tipos de coisas boas começam a fluir em sua direção quando você começa a agir.
Não importa quantos livros você leia, quantos cursos você faça, se não colocar em prática aquilo que aprendeu não irá sair do lugar onde está. A única coisa que parece separar os vencedores das outras pessoas mais do que qualquer outra coisa é que os vencedores agem. Eles simplesmente se levantam e fazem o que tem que ser feito. Eles aprendem com seus erros, fazem as correções necessárias e continuam agindo. Eles continuam construindo, até que finalmente produzam os resultados que se propuseram a produzir ou algo ainda melhor do que planejaram originalmente quando começaram.

Quantas vezes não tomamos uma ação por achar que ainda não estamos prontos, precisamos de algo mais, não está perfeito, ainda tem que melhorar, mais instruções, o momento não é o correto, etc. etc.
Muitas vezes nós precisamos de ajuda para atingirmos aquilo que desejamos. Talvez precisamos de alguém com maior conhecimento na área que queremos empreender. Você certamente já ouviu falar “Não é o que você conhece, mas quem você conhece”.

Texto de Wagner D. da Silva, MBA

Mentor de Performance, orientando Jovens Profissionais e Executivos a crescerem,

Post(0355) NG- Dezembro de 2024

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

O desconhecido cientista brasileiro que revolucionou a eletrônica.

 

Joaquim da Costa Ribeiro (1906/1960) fez uma descoberta que serviu de ponto de partida para uma vasta gama de desenvolvimentos eletrônicos que hoje fazem parte do nosso dia a dia: dos microfones de celulares a diversos tipos de sensores.

As pesquisas desse brasileiro, embora não tenham implicado diretamente no desenvolvimento de algum aparato tecnológico, permitiram que estudiosos compreendessem um fenômeno que se desdobrou e ainda pode se desdobrar em diversos avanços.

Nascido no Rio, Costa Ribeiro formou-se engenheiro civil e engenheiro mecânico-eletricista em 1928 na então Universidade do Brasil. Seguiu carreira acadêmica na mesma instituição e, cinco anos depois, se tornou livre-docente.

Logo ele migrou para o que hoje se chama de física da matéria condensada. Foi um dos pioneiros. Sua obstinação estava em produzir eletretos usando materiais dielétricos, ou seja: produzir sólidos eletrizados com o emprego de materiais isolantes.

Foi aí que ele descobriu algo fascinante: para o eletreto se formar, não era preciso corrente elétrica. Isto ocorria com a solidificação do material isolante antes derretido por aquecimento. Em outras palavras, a mudança no estado físico causava a eletrificação dos materiais. Costa Ribeiro batizou o fenômeno de “efeito termo dielétrico”.

Post(0354) NG- Dezembro de 2024

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

A memoria é contraria ao tempo


Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos.

Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis.

Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira.

Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época.

Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos.

Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos.

Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos.

Mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre as crianças, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos.

Pra eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite ... Ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas.

Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor.

Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando.

Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos.

E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Poesia de Adélia Prado do livro "Aroma de Poesia”

Post(0353) NG- Dezembro de 2024

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

No meu tempo não era assim


“No meu tempo não era assim” é uma frase que carrega um peso nostálgico e reflexivo. Muitas vezes, ela é usada por pessoas mais velhas para expressar como percebemos as mudanças na sociedade ao longo dos anos. Podendo referir-se a diversas áreas da vida, como valores, comportamentos, tecnologia, educação e cultura, entre outras.

No passado, as relações interpessoais tendiam a ser mais diretas e pessoais, sem a mediação das tecnologias digitais que temos hoje. A vida cotidiana também era marcada por um ritmo diferente, menos acelerado. A comunicação, por exemplo, era feita por cartas ou telefonemas, e quando tínhamos pressa usávamos o telegrama, atualmente é instantânea, graças às redes sociais e aos aplicativos de mensagem.

A educação e o trabalho também mudaram significativamente. Antes, o aprendizado ocorria majoritariamente em salas de aula presenciais e o trabalho era em sua maioria braçal ou industrial. Hoje, temos o ensino a distância, o home office e a automação de muitos processos.

Além disso, os valores e as normas sociais evoluíram. Questões como igualdade de gênero, direitos das minorias e consciência ambiental ganharam destaque e transformaram a forma como a sociedade se organiza e interage.

Essa frase, portanto, reflete uma comparação entre o passado e o presente, trazendo à tona tanto a saudade de tempos mais simples quanto uma crítica às complexidades e desafios do mundo moderno.

Eu particularmente acredito que em muitas áreas, melhorou, mas me esforço muito no sentido de não fazer comparações entre o passado e o presente, e quando o faço corro o risco de ser tachado como um velho chato, jurássico.

Post(0352) NG- Dezembro de 2024

domingo, 1 de dezembro de 2024

A lista de Osvaldo Montenegro


 Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás?
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre?
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios você sondava?
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava?

Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo?
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava?

Hoje assovia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava?
Hoje acredita que amam você?

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás?
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Quantos segredos você guardava?
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas você amava?
Hoje acredita que amam você?



Post(0351) NG- Dezembro de 2024