domingo, 22 de maio de 2011

A cigarra e a formiga

 

A cigarr.Post (0116)

VERSÃO CLÁSSICA:
– A Formiga trabalha todos os dias do verão sob um calor escaldante construindo a sua casa e a abastece com comida para o inverno.
– A Cigarra passa o verão rindo, dançando e brincando.
– Quando chega o inverno, a Formiga se refugia em sua casa onde tem tudo que precisa até a Primavera.
– A Cigarra sem comida ou abrigo, morreu de frio.
A seguir a VERSÃO EM UM CONHECIDO PAIS SUL AMERICANO:
– A Formiga trabalha todos os dias do verão construindo a sua casa e a abastece com comida para o inverno.
– A Cigarra passa seus dias dançando e brincando.
– Quando chega o inverno, a Formiga se refugia em sua casa onde tem tudo que precisa até a próxima Primavera.
– A Cigarra, sem comida ou abrigo, esta quase morrendo de frio e fome.
– O Gafanhoto, do “Movimento dos Sem Terra”, organiza uma coletiva em que pergunta por que a Formiga tem o direito à moradia e alimentação, quando outros menos afortunados, passam frio e fome.
– Uma rede de televisão no “Jornal das Oito”, mostra com muito sensacionalismo a Cigarra passando frio e calamidades, e também o vídeo da Formiga em sua casa agradável e acolhedora cheia de comida.
– A “Ordem dos Bispos” diz que isto é um exemplo de desigualdade social.
– A população esta surpresa que no país enquanto os pobres como a Cigarra sofrem, outros como a Formiga, vivem na abundância.
– Manifestações acontecem na “Praça dos Três Poderes”.
– Os jornais publicam uma série de artigos especulando de como a Formiga enriqueceu e instigam o governo a aumentar os impostos da Formiga, para que outros possam viver melhor.
– Respondendo a uma pesquisas de opinião, o governo produz uma lei sobre a igualdade econômica e direitos retroativos, anti-discriminação e cria um “Cartão Alimentação para as Cigarras”.
– Aumentam os impostos da Formiga e a “Receita Federal” a coloca na malha fina.
– A cigarra é contratado como “Assistente Parlamentar”.
– As autoridades confiscam a casa da Formiga, já que esta não tem dinheiro suficiente para pagar os novos impostos.
– A Formiga foge pela fronteira e instala-se com êxito, no Paraguai.
– A televisão mostra a história onde à Cigarra, obesa, acima do peso por ter comido tudo o que tinha muito antes da primavera chegar.
– A casa que era da Formiga torna-se “Albergue Social para Cigarras”, e deteriora-se por seus ocupantes nada fazem para mantê-la em bom estado.
– O governo é acusado de não suprir os meios necessários.
– É instituída uma “Comissão Parlamentar de Inquérito” para discutir e aprovar uma grande verba para as reformas e suprimentos solicitados pela “Defesa Civil” em caráter emergencial, sem licitação.
– Enquanto isso, a Cigarra morre de uma overdose e é enterrada como indigente.
– A mídia discute o fracasso do governo ao tentar corrigir os problemas das desigualdades sociais.
-A casa é ocupada por uma gangue de Aranhas drogadas.
– O Governo congratula-se por suas medidas contra a diversidade social.
Fábula traduzida, resumida e adaptada – NG Canela – Maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O método científico e a pseudociência ou O dragão na minha garagem

 


Post (0115)+Vídeo

Um amigo lhe diz que descobriu um dragão na garagem da casa dele.

“Uau, isso é incrível! Vamos lá vê-lo!" você diz entusiasmado, já pensando nas manchetes dos jornais.
“Bem... isso não vai ser possível porque ele é invisível.”
“Você fala sério?!", mas seu momentâneo desapontamento é logo substituído por uma excitação ainda maior, afinal você sabe que um dragão invisível é ainda mais incrível que um dragão qualquer." A gente joga tinta nele então. E depois tiramos umas fotos.”
-“Ahhh? Tinta? Bom... isso também não vai dar, pois este dragão é incorpóreo.”
“Incorpóreo?!!”
-“Sim, incorpóreo, tipo um fantasma ou um ectoplasma.”

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Modus vivendi

 

Post (0114)

– O modus vivendi de nossos heróis médio-classistas, cuja característica consiste no “morar em apartamento”, contribuiu para a instituição de uma nova realidade urbana não apenas pela geração dos “filhos de apartamento” mas de outra esquisitice daí proveniente: O empreendimento imobiliário.

– A evolução do “morar em apartamento” causou profundas mudanças na maneira como se constrói uma cidade. Se antigamente um prédio era projetado e implantado por um arquiteto, sobre uma malha urbana determinada por um urbanista, e colocado de pé por um engenheiro, atualmente a Classe Média só compra imóveis projetados por publicitários. O publicitário é uma figura de extrema relevância para a Classe. É algo como um guru. Sua função extrapola a mera tradução dos valores do médio-classista e sua consequente materialização em forma de produto, para na verdade formatar a preferência deste cidadão e impor-lhe tudo aquilo que ele deve gostar.

– Com a cidade sendo construída pelos empreendimentos do Depto. de Marketing, o desenho urbano e as relações sociais vão mudando de cara. Todo prédio tem um nome, que quando não é o nome de um médio-classista falecido (com sobrenome italiano), é um estrangeirismo. Os idiomas preferenciais são o inglês, o francês e o próprio italiano.

-Tendo este meio de vida se instaurado e solidificado no seio da Classe Média o “filho de apartamento” passou a ser considerado uma espécie de instituição, de forma que os empreendimentos agora tentam redefinir seu modo de vida , hoje em dia, pode-se escolher morar em um empreendimento chamado Château De Douceur, onde estão disponíveis nas áreas comuns o “Espaço Kids”, para os pequenos brincarem o dia inteiro, o “Espaço Teen”, para os adolescentes, o “Garage Band”, para os filhos terem o direito de serem rebeldes enquanto a empregada leva suco e biscoitos. Também há o “Woman’s Space“, para ficar vazio enquanto você frequenta o salão do momento. O “Espaço Gourmet” para dizer aos outros que você é refinado e cozinha por prazer, enquanto a empregada deixa tudo pré-pronto em segredo, e ainda lava as panelas. O “Fitness Center” para ficar as moscas enquanto você paga uma academia perto do trabalho, e muitos outras salas com nomes estrangeiros. O objetivo disto, além de encarecer absurdamente o condomínio, é fornecer argumentos ao publicitário para que o tamanho dos apartamentos seja cada vez menor, no pressuposto de que ninguém ficará lá dentro com tantas atividades dando sopa nopilotis.

– Por fim, neste novo jeito de morar, uma coisa é imprescindível: Grades. O mundo lá fora é mau. A gente de bem está do lado de dentro. Por isso, no espaço urbano todas as características da Classe Média convergem para um único organismo, que é o “lado de dentro”. Médio-classista evita sair na rua. Rua é pra pobre, é onde passa ônibus e onde estão os assaltantes. O médio-classista anda de garagem em garagem, da garagem de casa para a garagem do shopping, do trabalho, da academia. Sem contato nem com o ar do lado de fora. Filho de apartamento tem alergia a fumaça, poeira, plantas de verdade e pobre. Assim, a cidade da Classe Média é hoje um núcleo fortificado, à espera de um ataque bárbaro a qualquer momento. Para isso, métodos de segurança dos mais modernos foram desenvolvidos, como lanças e homens armados. Dizem que uma Construtora aguarda autorização do IBAMA para construir um sistema de fosso com jacarés. Será o primeiro Eco-Security-Residence do Brasil.

Este texto estava no meu baú à espera de seu dia de publicação, não lembro onde eu o consegui, desculpe-me o autor pela falta do crédito.

NG Canela – Maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O sorvete de baunilha

 Post (0113)

Não importa quanto “louco” você possa achar que alguns possam ser, eles podem estar certos!”

Essa é uma historia verídica, relata uma queixa foi recebida pela Divisão Pontiac da General Motors, veja o que aconteceu:

“- Esta é a segunda vez que esorvetedebaunilahau escrevo para vocês e não os culpo por não responder, posso parecer louco, mas o fato que nós temos o hábito em nossa Família comer sorvete como sobremesa após o jantar. O tipo de sorvete varia. Toda noite, após termos jantado, vota-se em um sabor de sorvete e eu me dirijo até a loja para comprá-lo.
– Recentemente comprei um Pontiac e desde então minhas idas a loja tem sido um problema. Veja você, toda vez que eu compro sorvete de baunilha, quando eu volto da loja para minha casa, o carro falha. Se eu levo qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona bem.
– Saibam vocês que estou sendo sério em relação a esta questão, não importa quão tola ela pareça. O que acontece com o Pontiac que não funciona quando eu compro sorvete de baunilha ? E funciona toda vez que compro outro sabor .”
O presidente da Pontiac ficou curioso e enviou um engenheiro para checar o assunto. Este ao chegar foi recebido pelo cliente e inteirado do que estava acontecendo. Combinaram se encontrar logo após o jantar. Os dois entraram no carro e foram até a loja de Pontiac_Catalinasorvetes. Até aqui tudo bem.
O sorvete escolhido foi o de baunilha, certo que depois que retornassem ao carro, ele não iria funcionar. O que efetivamente aconteceu.
O engenheiro retornou por mais três noites…
Na primeira noite escolheu o sabor chocolate. O carro funcionou. Na segunda escolheu morango. O carro funcionou.Na terceira ele pegou o de baunilha e o carro falhou.
O engenheiro, um homem lógico, recusou-se em acreditar que o carro era alérgico a sorvete de baunilha ! Então combinou de continuar as suas visitas até resolver o problema.
Investigou, anotou tudo, hora do dia, tipo de combustível usado, modo de dirigir, etc. Em pouco tempo, ele tinha uma pista: – O homem levava menos tempo para comprar o sorvete de baunilha do que qualquer outro.
Por quê? – A resposta estava na disposição da loja. Baunilha, sendo o sabor mais popular, estava numa caixa separada na frente da loja para ser pego rapidamente. Os outros sabores eram mantidos nos fundos da loja, noutro balcão, onde se demorava mais para pega-los. Agora a pergunta era: – Por que o carro não queria funcionar quando se levava menos tempo?
– Lógico que não era o sorvete de baunilha.

O engenheiro rapidamente encontrou a resposta: – A saída do vapor da combustão. O tempo extra para pegar os outros sabores deixava o motor esfriar o suficiente para funcionar. No caso do sorvete de baunilha, o motor ainda estava quente para o vapor ser dissipado e falhava”.

Até os problemas que parecem mais banais ás vezes são válidos, então, nunca devemos subestimar, ou dispensar um problema em potencial relatado por um cliente, procure sempre uma solução.

Autor desconhecido – resumido – NG Canela – Maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

O importante é competir

 

Post (0112)

– Existe no Rio Grande do Sul um pequeno município que segundo o IBGE é o menor do estado, com exatamente 1487 habitantes sendo destes, duas e grávidas e oito suspeitas.

– Este é no entanto pequeno só no que se refere à população, seu povo é hospitaleiro, ordeiro, trabalhador e de grande tradição desportista.

– Sem em mais rodeios era ai que eu queria chegar. A capital do município, assim eles chamam a cidade de União da Serra é palco de muitas disputas futebolísticas.

– O “Puladorense de União da Serra/RS”, desde a sua fundação em 19oo e antigamente, é campeão do “Torneio Municipal Anual” promovido pela “Federação de Futebol de União da Serra”, cujo presidente vitalício e fundador é o atual prefeito da cidade.

– São 25 anos seguidos vencendo o campeonato municipal, não que isto seja decorrente de ser o único time da cidade. As disputas são acirradas entre os times A e B, revezando-se como campeões, sendo que os dois estão sobe a mesma bandeira, cujas cores muito se orgulham, originalmente Pêssego, Laranja e Vinho e atualmente vermelho e branco (dizem que o atual prefeito é colorado) formando um desenho composto. Dizem que foi criada pela esposa do prefeito que é costureira de mão cheia.

– Os encontros desportistas ocorrem sempre aos domingos, após a missa, o padre é o juiz. Não tem número certo de jogadores para cada lado, os que estão no campo na hora do início da peleja são divididos em dois grupos e o jogo inicia e não tem hora para terminar. É proibido chutar outra coisa que não seja a bola. Já foram até convidados para participar do Gauchão, mas o regulamento da “Federação” não permite, com o intuito de não virem os seus “Craques” perder a sua forma característica de jogar influenciados por outros.

– O “Uniãozinho” é o meu time do coração, e como ele nunca perde nenhuma partida e ou campeonato eu estou sempre feliz e nunca de cabeça inchada.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, este texto é para ser uma homenagem ao citado município, cujo time sou torcedor – NG Canela – Maio de 2011