segunda-feira, 12 de abril de 2010

BBB 10 - A vergonha

 

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Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… Todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores, carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados..
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de Reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil Reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…., ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Texto atribuído a Por Luiz Fernando Veríssimo, recebi este texto por e-mail, é um pouco longo, e foge ao enfoque deste Blog mas não resisti em publicar, eu também penso assim.

NG Canela – Abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O poder das palavras

 

MendigoPost (0078)+Vídeo

Sempre por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada ao lado de uma placa com os dizeres:
“Vejam como sou feliz, próspero, bonito, importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, saudável e bem humorado.”
Alguns o olhavam intrigado, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia aumentava. Numa manhã, um importante executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
“Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?”
“Vamos lá. Só tenho a ganhar!”, respondeu o mendigo.
Após um bom banho e roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e rapidamente tornou-se um dos sócios da empresa. Numa entrevista coletiva à imprensa, esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.
Contou ele:
– Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um fracasso e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”.
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achou um livro e nele um trecho que dizia:
“Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.”.
Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidiu trocar os dizeres da placa para:
“Vejam como sou feliz, próspero, bonito, importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, saudável e bem humorado.”
A partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que somos horrível, pobres, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças. Uma repórter, ironicamente, questionou:
– O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
“Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!”.

Mais um exemplo do poder das palavras:

Autor Desconhecido – NG Canela – Abril 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Quando Deus quer, não tem jeito

 

Post (0077)

Eu estava procurando uma mensagem de Páscoa quando deparei na minha caixa de entrada este texto, envido por uma amiga:

“… Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de pedindo ajuda.
Um bruxo do mal que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça. Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:
– Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o Diabo!
Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando alimentos. Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:
– A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?
A mulher, na sua simplicidade, respondeu:
– Não, meu filho, não é preciso, quando Deus manda até o diabo obedece!
NÃO SE PREOCUPE DE QUE MANEIRA VIRÁ SUA VITÓRIA, MAS QUANDO DEUS DETERMINA, ELA VEM…AH SE VEM!…”

Tenha paciência. Não é no seu tempo e sim no tempo Dele. Porque você vê até um limite. Ele ultrapassa esse limite e vê muito além do que enxergamos.

Tenha uma Feliz Páscoa – NG Canela – Abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A maior bronca

 

Professor 1Post (0076)

Tínhamos uma aula cálculo na faculdade logo após um feriadão. Como a maioria havia viajado, todos estavam ansiosos para contar as novidades.
O professor ao entrar na sala logo percebeu que iria ter trabalho para conseguir o silêncio e com grande dose de paciência tentou começar a sua aula.
Como se o professor não estivesse lá continuamos a conversar, afinal as nossas aventuras do feriadão nos pareciam mais interessantes que o que o mestre estava tentando dizer. Constrangido o professor pediu silêncio, não adiantou, ignoramos a solicitação.
Foi neste ponto que ele perdeu a paciência e deu a maior bronca que já presenciei:

– “Prestem atenção porque vou falar uma única vez, disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala, e ele continuou. – Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos para apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos estes anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro, tornando-se profissionais brilhantes, contribuindo de forma para melhorar a qualidade de vida das pessoas e do seu ambiente. Os outros 95% servem apenas para fazer volume, são medíocres e simplesmente passam pela vida sem deixar nada de útil. E o interessante que esta percentagem vale para todo mundo. Se prestarem atenção notarão que a regra aplica-se para professores, médicos, engenheiros, garçons, motoristas, atendentes e outros, apenas cinco de cada cem são verdadeiros profissionais. É lamentável que não possamos identificar e separar desde cedo estes 5% do resto, pois se assim fosse eu deixaria nesta sala somente os alunos especiais e colocaria os demais para fora e finalmente teria o silêncio e a atenção necessária para dar uma boa aula e a noite dormiria tranqüilo sabendo estar investindo nos melhores. Infelizmente não sei como separa-los, só o tempo é capaz disto. Portanto terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que esta sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre poderá escolher a qual grupo pertencerá.”

O Silêncio finalmente reinou na sala. A bronca tocou fundo em todos nós, o comportamento melhorou bastante daí por diante, afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?

Hoje não lembro muita coisa das aulas de cálculo, mas a bronca nunca esqueci. Aquele professor certamente fazia parte de um grupo dos 5% que fazem à diferença.  Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo o que fizemos, se não tentarmos fazer o melhor possível, seguramente estaremos nos candidatando a fazer parte da turma do resto.

Texto em homenagem ao professor desconhecido, que faz parte da turma dos 5% – NG Canela – Abril 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O pescador e o especialista em gestão

 

Post (0075)

Um especialista em gestão estava no cais de uma povoação, quando chegou um barco com um único pescador. No barco, havia vários atuns de bom tamanho. O especialista elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe:

– Quanto tempo gastas para pescá-los?

– Pouco tempo, respondeu o pescador.

– Porque não gastas mais tempo e tiras mais pescados? Continuou o especialista.

O pescador explicou que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades da sua família.

– Mas que faz você com o resto do seu tempo? Insistiu o especialista em gestão.

– Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, durmo a sesta com a minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco guitarra com os meus amigos. Tenho uma vida prazenteira e ocupada.

O especialista sentencia: – Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender o pescado a um intermediário, poderia fazê-lo diretamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição. Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, donde geriria a sua empresa em expansão.

– Mas, quanto tempo demoraria isso? Quis saber o pescador.

– Entre 15 e 20 anos.

– E depois? Perguntou o pescador.

O especialista riu-se da ingenuidade do pescador e completou: – Essa é a melhor parte, quando chegasse à hora, deveria anunciar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) e vender as ações da sua empresa ao público. Ficaria rico, teria milhões!

– Milhões? E depois? Tornou o pescador.

O especialista finalmente conclui: – Poderá então retirar-se. Ir para uma povoação da costa, onde poderia dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar guitarra com os seus amigos.

– Por acaso não é isto o que eu já tenho. Falou o pescador:

Moral da história:

Quanta da vida se desperdiça buscando alcançar uma felicidade que já se tem, mas que muitas vezes não vemos. A verdadeira felicidade consiste em apreciar o que temos, e não em sentirmo-nos mal por aquilo que não temos.

Texto dito de Cristina Sáenz Enríquez – NG Canela – Abril de 2010

Desacelere

 

viver 2Post(0074)

– Se a sua vida esta passando rápida demais, desacelere!

-Tire uma folga, e:
– Viaje pela vida como se estivesse sentado no banco do carona, apreciando a paisagem;
– Faça uma parada, de preferência não programada para conversar com um desconhecido e tomar aquele lanche no meio da tarde, sem pressa;
– Faça aquela coisa que esta no final da sua lista de prioridades;
– Estacione o seu estres na garagem e saia caminhando de mãos dadas com quem você mais gosta;
– Olhe no céu aquelas figuras formadas pelas nuvens, deitado na relva;
– Vá trocar figurinhas;
– Sente num banco de igreja, na hora em que esta esteja vazia e fique alguns minutos sozinho consigo mesmo e seus pensamentos, não planeje nada, simplesmente voe.
Se isto for bom, repita, quantas vezes quiser, não tem contra indicações. Acrescente outros itens à lista, não esquecendo que infelizmente a vida dita normal deve continuar.
N.Geraldi – NG Canela – Abril de 2010