sexta-feira, 19 de março de 2010

Aprender a compartilhar

 

PessoasPost (0073)

A internet é um lugar privilegiado para propagar informações, onde todos têm o direito ao mesmo espaço e todas as correntes e linhas de pensamento podem conviver de forma democrática. O blog pode e deve ser um lugar para esse compartilhamento, onde você pode dispor para os outros, o que você estuda, gosta, conhece e ou domina, somando conhecimentos.

Um blog pode ser um “diário do conhecimento”. Isso vai atrair mais pessoas à sua volta, que estudam ou gostam das mesmas coisas e que vão também compartilhar o conhecimento delas.

Redes sociais podem ser ampliadas com um blog bem construído que mostre ao mundo ou ao seu setor quem é você e como você atua e trabalha. É um lugar de encontro e contatos, que ampliam as possibilidades de você ser encontrado e encontrar pessoas e oportunidades afins.

A internet não tem limites nem fronteiras, e é o que te dá a chance de estar diante de mais cenários.

Viajar pelo mundo ou estudar nas melhores universidades não é para todos, a internet encurta distâncias para o conhecimento. Pesquise e aprenda com os melhores de seu ramo, estudando e debatendo com os especialistas de sua área.

Quando for escrever, publicar seus textos faça-o como um líder, que domina o assunto que aborda. Saiba compartilhar informações e elevar o nível de debates. Pesquisar e estudar têm que ser uma constante na sua atuação na internet.

Nunca se dê por satisfeito ou completo, nem feche debates ou finalize assuntos. Sempre aprofunde e promova, provoque as pessoas à sua volta e persista. Ler cada vez mais vai te ajudar a escrever cada vez melhor e melhorar as suas referências. Escrever em um blog é um aprendizado constante e só escreve bem quem lê bem.

As frustrações nascem quando nos damos por satisfeitos e acreditamos que já atingimos o topo. Não há limites para o conhecimento humano.

Texto de Marcos Lemos (resumido) – NG Canela – Março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Atitudes e coerência

 

Post (0072)

– Atitudes, são adquiridas a partir de algumas predisposições genéticas e muita carga fenotípica, oriunda do meio em que vivemos. Moldamos nossas atitudes a partir daqueles com quem convivemos, admiramos, respeitamos e até tememos. Assim, reproduzimos muitas das atitudes de nossos pais, amigos, pessoas de nosso círculo de relacionamento. As atitudes são bastante voláteis, motivo pelo qual a mídia costuma influenciar as pessoas no que tange a hábitos de consumo. Das calças boca de sino dos anos 70 aos óculos de Matrix nos dias atuais, modas são criadas a todo instante.

– As atitudes devem estar alinhadas com a coerência, ou acabam gerando novos comportamentos. Tendemos a buscar uma coerência racional em tudo o que fazemos. É por isso que muitas vezes mudamos o que dizemos ou buscamos argumentar até o limite para justificar uma determinada postura adotada. Se não houver coerência, não haverá paz em nossa consciência e buscaremos um estado de equilíbrio que poderá passar pelo auto-engano ou pela dissonância cognitiva. Iniciativa, Hesitação e Acabativa.

– Pessoas dotadas de uma atitude empreendedora, têm por princípio uma grande capacidade de iniciativa. Seja um problema ou uma oportunidade, tomam conhecimento dos fatos, sentem a necessidade de uma ação e assumem um comportamento pró-ativo para solucionar o litígio ou aproveitar a condição favorável.

– Estas pessoas conseguem combater o grande vilão da hesitação, inimigo sorrateiro que nos faz adiar projetos, cancelar investimentos e protelar decisões. Ao combatermos a hesitação, corremos mais riscos, podemos experimentar mais insucessos, mas jamais ficaremos fadados à síndrome do “quase”, do benefício indelével da dúvida do que poderia ter sido “se” a atitude tomada fosse outra.

– Não basta apenas vencer a hesitação e tomar a iniciativa. O verdadeiro empreendedor sabe que sem acabativa – um neologismo cada vez mais aceito para identificar a capacidade de levar a termo uma idéia ou projeto – não há sucesso. Sem acabativa, não passamos de filósofos, teorizando, conjeturando.

– Por isso, cultive a coragem. Coragem para refletir e se conscientizar. Coragem para ter o coração e a mente abertos para internalizar o auto-conhecimento adquirido. Coragem para agir e mudar se preciso for.

Tom Coelho, com graduação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE-Fiesp.

NG Canela – Março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Componentes de uma atutude

 Post (0071)

Em um novo emprego, empreendimento ou relacionamento, independentemente de qual seja, apenas mediante atitudes renovadas será possível cultivar resultados diferenciados.

Se estiveres em fase de transição – normalmente estamos, mas não nos apercebemos disso – aceite o convite para refletir sobre suas atitudes. E corra o risco de não apenas ter idéias criativas e inovadoras, mas também de livrar-se das antigas.

Atitudes são constatações, favoráveis ou desfavoráveis, em relação a objetos, pessoas ou eventos. Uma atitude é formada por três componentes: cognição, afeto e comportamento.

– O plano cognitivo está relacionado ao conhecimento consciente de determinado fato.

– O componente afetivo corresponde ao segmento emocional ou sentimental de uma atitude.

– Finalmente, a vertente comportamental está relacionada à intenção de comportar-se de determinada maneira com relação a alguém, alguma coisa ou evento.

Para melhor compreensão, tomemos o exemplo:

– O ato de fumar faz parte dos hábitos de muitas pessoas. Uns fumam outros criticam. E a pergunta que sempre se faz aos fumantes é o motivo pelo qual não declinam desta prática mesmo estando cientes de todos os males à saúde cientificamente comprovados.

Analisando este fato à luz dos três componentes de uma atitude podemos atinar o que acontece:

– O fumante, tem plena consciência de que seu hábito é prejudicial à saúde. Ou seja, o componente cognitivo está presente em sua atitude. Porém, como ele não sente que esta prática esteja minando seu organismo, continua a fumar. Até que um dia, uma pessoa próxima morre vitimada por um enfisema. Ou ele próprio, é internado com indícios de problemas cardíacos decorrentes do fumo. Neste momento, está aberta a porta para acessar o aspecto emocional: ele sente o mal a que está se sujeitando e decide agir, mudando seu comportamento, deixando de fumar.

As pessoas acham que atitude é ação. Todavia, atitude é racionalizar, sentir e externar. A atitude não é um processo exógeno. É algo interno, que deve ocorrer de dentro para fora. E entre a conscientização e a ação, necessariamente deverá estar presente o sentimento como elo de ligação. Ou você sente, ou não muda.

Texto de Tom Coelho, graduado em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE-Fiesp. Publicado originalmente em 21/04/2003.

NG Canela – Março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

A reengenharia das pulgas

 

pulgasPost (0070)

Duas pulgas estavam conversando:

– Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas. Então contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de voo e saíram voando.

Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

– Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

Então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu… A primeira pulga explicou por quê:

– Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos… Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:

– Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

– Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

– E por que é que estão com cara de famintas?

– Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

– Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram a pulguinha:

– Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

– Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

– Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas? Quiseram saber as pulgonas…

– Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: “Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.

MORAL 1Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

MORAL 2: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma análise correta. Tomar medidas sem saber qual a verdadeira causa do problema é mera agitação, um desperdício de esforço (Variante da moral, segundo J.Scheidegger).

Texto de Max Gehringer –  NG Canela – Março de 2010